Arrendamento, Escritórios e Investimento Imobiliário

Apesar das restrições e de todas as contingências, o mercado imobiliário contínua activo e com alguns progressos.

Qual a relação com os comportamentos dos clientes (privados ou corporativos) é algo sobre o que ainda persistem as dúvidas enquanto não temos dados disponíveis para nos esclarecer.


Os dados de evolução, em termos de transacções, já apresentam um movimento de crescimento comparativamente com os dados do período homólogo e o precedente.


Segundo a Vida Imobiliária, e os dados fornecidos pelos profissionais e empresas contactados por este meio de comunicação, o primeiro trimestre já apresentou um investimento que representou 221 milhões de euros.

O que para um mercado em mutação, representa um regresso activo com um regresso à actividade por parte de investidores e promotores.


Uma parte deste investimento permanece no mercado residencial, apesar das conhecidas apostas por parte dos investidores em soluções alternativas, nomeadamente as que resultam das tendências lançadas pela pandemia, como o crescimento dos centros logísticos (last mile) e as alterações aos padões e requisitos dos particulares no que se refere às características das habitações (e mesmo algumas alterações no que se refere às localizações dos imóveis)


O mercado de arrendamento tem apresentado alguns comportamentos contraditórios. Como é do conhecimento geral, houve alguma reorganização nomeadamente no que se refere aos espaços à um ano atrás destinados exclusivamente ao alojamento local.

Também a Vida Imobiliária traz-nos informação de que é um tipo de alojamento que assistiu a um crescimento e uma evolução. Isto de acordo com os dados disponibilizados pelo INE relativos ao último trimestre de 2020.


Estes dados apresentam mesmo um crescimento dos valores do arrendamento em algumas regiões. Estas evoluções, em mais de 50% registram-se nas duas maiores áreas metropolitanas do país.

Resta-nos, agora, em publicações futuras (ou através dos vossos comentários) procurar compreender as razões que levam a esta evolução e comportamento, pelo menos no período em causa.


O último tema que julgamos digno de reflexão está voltado para a área dos escritórios e as evoluções que o trabalho poderá ter a curto prazo com uma evolução que se espera favorável da pandemia Covid-19.

Numa antecipação desta evolução, e também como tema apresentado pela Vida Imobiliária, antevê na análise realizada com a APFM, a utilização dos espaços de trabalho.

Neste artigo antevê-se uma reorientação dos contratos e da utilização destes espaços com a pandemia a "potenciar a sub-locação e o "pay per use"".


Esta potencial tendência poderá ir ao encontro da adopção de um trabalho híbrido ou remoto permanente, com os espaços de escritórios a serem redimensionados ou reequacionados em função das novas necessidades ou utilizações destes espaços.


Apesar de se tratarem cada vez mais soluções que ainda não estão sedimentadas, havendo indicios distintos entre continentes e países.

Recentemente em Portugal uma estatística indicava que 70% dos trabalhadores preferiam ou ansiavam regressar aos seus espaços de trabalho. Será que, tal como referiu Mark Twain sobre o seu anunciado falecimento, "as notícias da minha morte são manifestamente exageradas", também as da "morte do escritório", e mesmo tendo despoletado uma tendência e alterações sobre a forma como encaramos o trabalho, ainda poderá ser permaturo anunciar o seu desaparecimento e a transformação definitiva de todo um universo em "nómadas digitais".


O que lhes parece?

Deixe a sua opinião ou comentário.


O conhecimento do mercado, passa também, por quem contacta com os clientes. Não são as projecções que constroem as realidades.


Vamos fomentar o #networking !



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