COVID-19: Um acelerador de tendências no imobiliário

Numa altura em que ainda somos confrontados com tanta incerteza, tanto ao nível económico, como de saúde pública, não podemos de deixar de estar atentos ao pós-pandemia e às tendências que se revelam promissoras para os investidores.


A grande maioria destas tendências, não são propriamente novas. São mesmo bastante anteriores ao aparecimento da COVID-19, e têm a ver com a grande vaga de inovação tecnológica que assola o mundo inteiro, que embala a economia na direção digital.


Os negócios ditos “de plataforma” (UBER, AMAZON, FACEBOOK, etc.) florescem com base numa infraestrutura de comunicação digital cada vez mais avançada, à qual podemos aceder (quase) em qualquer parte do mundo (com maior, ou menor dificuldade/velocidade/custo).


O setor imobiliário está ele próprio a reinventar-se. Integrando estas tendências em novos projetos e modelos de negócio.


Cada segmento de mercado (comercial, residencial, logística) parece influenciar-se mutuamente, reforçando depois o efeito da grande tendência comum.

Por exemplo, por força do incremento do teletrabalho e da telescola, o segmento comercial (escritórios e retalho) influenciou a estratégia do mercado residencial, fazendo que este tenha de responder ao maior interesse por habitação com espaços dedicados/convertíveis à vida profissional/estudantil.


Mas esta ação, que pressupõe um maior isolamento pessoal, não fica sem uma reação… as pessoas necessitam de interagir fisicamente com os seus pares, é uma necessidade humana.


Então no que pode resultar? Na procura por um escritório mais adaptado para o efeito, onde o “espaço social” seja mais abundante e de geometria variável, em detrimento de mais lugares de trabalho individuais exclusivos de uma única pessoa…


Um outro exemplo, por efeito trauma da pandemia (e reforçado pela menor necessidade de deslocações diárias ao escritório), as pessoas passaram a valorizar mais propriedades com terraços, varandas, jardins. Esta busca levou a uma maior disposição para estabelecer morada nos arredores das grandes cidades, onde é mais fácil encontrar estes espaços e a melhores preços.


Da mesma forma, o comércio on-line, generalizando-se, lançará inúmeros novos desafios ao retalho comercial.


O conceito de “dark stores” que emergiu para os centros das cidades, oferendo ao fornecedor a possibilidade de agilizar a sua logística, é mais um exemplo de adaptação acelerada à mudança da envolvente. Ao colocar em evidência a necessidade de possuir um pivot de entrega (verdadeiramente vocacionado para o efeito) mais próximo do cliente, trará procura acrescida a pequenos armazéns e lojas que estavam desocupados/subaproveitados nessas localizações.


E mesmo as grandes organizações estão lançadas no mercado em busca de mais e maiores entrepostos logísticos. Sentindo-se atualmente no mercado uma forte procura por armazéns bem localizados.


Os próximos anos serão bastantes desafiantes. Mas os empresários/investidores que melhor souberem navegar estas tendências, verão com certeza os seus investimentos/negócios serem recompensados.


Conhece outros exemplos destas tendências? Gostava de as partilhar connosco? Deixe aqui a sua opinião.


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Continue a seguir as nossas publicações, enquanto mantemos uma atenção especial a esta evolução do sector imobiliário nacional na Imobintel.

A Imobintel dispõe de um observatório permanente sobre tendências (politicas, económicas, sociais, tecnológicas, legais e ambientais) que possam ter impacto relevante no sector imobiliário. Somos focados na prospectiva e no planeamento estratégicos, que acreditamos ser a formula excelente de diagnóstico, análise e resolução dos problemas de gestão de empresas e de projectos de investimento.

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