IMOBILIÁRIO 2021 – O QUE ESPERAR?

Depois de um ano atípico, onde o mundo inteiro foi obrigado focar-se no combate a uma epidemia, o que esperar do ano 2021?

As opiniões de economistas e analistas dividem-se. Mas vamos por partes.

Em primeiro lugar, as boas notícias.


1) A reação da ciência e uma nova geração de vacinas (mRNA) com taxas de sucesso/imunidade bastante promissoras.


Apesar de ainda estarmos numa fase inicial do programa de vacinação e não sabermos muito sobre eventuais efeitos secundários e eficácia no mundo real destas vacinas, é sem dúvida uma lufada de esperança. Se tudo correr bem neste aspeto, teremos um ano de 2021 com a tão desejada imunidade de grupo.


O mesmo acontece com a tecnologia de testes rápidos fiáveis, baratos e disponíveis, que se apresenta bastante promissora. Um segundo pilar de grande importância para o curto – médio prazo da pandemia.


Esta confiança é fundamental para os investidores no imobiliário nacional, uma vez que este está fortemente condicionado pela procura externa, tanto turística, como de residentes não habituais, como de instalação de novas empresas/sucursais no território nacional.


2) A reação dos governos, anunciando gigantescas medidas de suporte à economia e ao emprego.


Só na Europa foi aprovado um programa de suporte no valor de 1800 mil milhões de euros para os próximos anos. A Portugal caberá um valor de 15,3 mil milhões a fundo perdido e a possibilidade de pedir outro tanto emprestado.


Mesmo sem sabermos ainda pormenores como este subsídio será utilizado, é sem dúvida muito dinheiro para ser gasto no desenvolvimento da economia nacional.

Decerto irá ter algum impacto positivo no investimento imobiliário, direta ou indiretamente.


3) Bancos centrais das principais economias mundiais mantêm programas de compras de ativos e taxas de juro de referência historicamente baixas.


Esta ação é de extrema importância para o investidor imobiliário financiar as suas operações com custos reduzidos e para os seus clientes contratarem créditos hipotecários extremamente vantajosos.


Mantenham-se os bancos colaborantes na facilidade de crédito e por este lado não haverá problemas.


4) Oferta de produto imobiliário continua a níveis muito inferiores aos dos anos que antecederam a crise financeira mundial de 2008.


Apesar do aumento de oferta imobiliária ser notória a seguir aos anos de crise, muito graças à aposta na recuperação de edifícios antigos nos centros de Porto e Lisboa e menos em construção nova, ainda não se aprox