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Os dados de mercado são surpreendentes!!

Pois é. O verão passou e lá estamos nós de volta.


E o regresso apresenta-se pleno de situações, umas em continuação do que já tínhamos abordado anteriormente, outras que acabam por ser algo de surpreendente.


Os mercados continua em rebuliço entre a guerra na europa, a inflação, a possibilidade de um crescimento anémico e a perda de poder de compra.


Já para não comentar em questões como a dívida dos estados e a crescente dificuldade do refinanciamento a taxas que não aumentem as dificuldades.


Para onde olharmos as questões parecem querer se agravar.

Até em matéria política começam a haver situações que não se sabe se ainda serão motivo de preocupação ou não.


Novos Mercados


Enquanto isto o mercado norte americano passou a ser o novo fornecedor de investidores e de famílias a instalarem-se em Portugal.

E com cada vez mais referências nas redes sociais e alguns meios de informação parece que o fluxo está longe de terminar.

Durante a primeira metade do ano parecia que era o mercado dos escritórios e da logística que estavam a dinamizar o mercado imobiliário, mas parece que as dinâmicas nos trouxeram algumas surpresas.


Enquanto isso os dados das vendas do mercado residencial surpreende e aparentam estar em contraciclo relativamente a outros mercados onde as quedas de vendas são a tónica dominante, como os Estados Unidos e alguns mercados a Oriente.


É uma montanha russa


Para além dos preços permanecerem com um crescimento que aparenta não parar, retirando a possibilidade de compra para muitos segmentos. Aumentos que aparentam ser irracionais, apesar de haver certamente aumentos em termos de custos das matérias, etc., estes já chegaram ao segmento das casas usadas.


Apesar de os bancos estarem já a apertar com as facilidades de acesso ao crédito, devido às perspectivas de crescimento continuado das taxas de juro (e dando seguimento às imposições do Banco de Portugal) e das previsões de má evolução da economia para todos os mercados do mundo.


Mas será que este cenário se manterá durante muito mais tempo?


Com tantas previsões negativas, do FMI ao Banco Mundial, ou a Comissão Europeia, e todos os cenários de arrefecimento, será que vamos assistir a um arrefecimento abrupto do mercado, ainda mais acentuado do que se tem vindo a verificar noutros mercados como o dos EUA ou da Grã-Bretanha?

Ou será que vamos continuar a assistir a uma manutenção do "status quo" do mercado e a uma continuada escalada, alimentada também por esses mercados que continuam a investir por aqui (pelo menos em algumas regiões).


Se o mercado imobiliário voltar a sofrer uma crise crónica, será que é agora que se desenvolve a oferta a preços não inflacionados para a procura interna que continua sem capacidade de aceder nas presentes condições?


Isto apesar de os últimos trimestres terem sido dos que mais vendas de habitação foram registadas (só não sabemos ainda se foram vendas novas ou a concretização de negócios que se têm vindo a arrastar, como por exemplo com a conclusão das fracções em construção desde a pandemia, e assim com contratos de empréstimo que podem vir a ter resultados complexos para muitas famílias).


Há bolha?


Ou será que, como referimos no nosso último post, há de facto uma bolha que acabará (como todas as bolhas) por rebentar?

Como bem expressou o Prof. Carlos Brito no seu último artigo no Dinheiro Vivo "Mais Vale Prevenir do Remediar", cabe às empresas prepararem-se atempadamente para a tempestade que se avizinha.


E apesar de muitos do sector continuarem a augurar um futuro promissor, cabe aos investidores começarem a fazer planos racionais e estudados dos cenários que são mais reais para os seus interesses futuros ou onde se podem assegurar investimentos sem colocar em risco os seus activos.


Já pensou como vai fazer o seu plano de abordagem ao mercado?


Se necessitar de ajuda já sabe - Imobintel.

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