Sentimentos Contraditórios...

Apesar dos sentimentos de resiliência que ouvimos da parte de muitos no panorama empresarial e político, a evolução a curto prazo dos negócios tem aparências cada vez mais maiores com um jogo de adivinhação.

Ou pelo menos é essa a sensação que acabamos por ter ao ouvir e ler as notícias e opiniões que vão sendo publicadas.


Na Imobintel temos desenvolvido um acompanhamento da informação que vai sendo veiculada pelos diferentes actores, e de facto continuamos a atravessar um período de incerteza e de avaliação permanente de todos os factores que vão afectando o desenrolar dos negócios nesta área de actividade.

Área onde é cada vez mais necessário desenvolver uma análise estratégica dos investimentos e das formas de actuar dos seus clientes potenciais, isto de forma a que se adeque a oferta às suas necessidades e à evolução de toda uma situação e contexto complexos e sem comparação nos últimos cem anos.


Senão vejamos:

Em eventos recentes, e em diversos documentos apresentados por entidades credíveis na área de actuação, o optimismo prevalece, nomeadamente no que se refere ao sector empresarial e comercial ligado à imobiliária.

Foi o caso do evento "VII Semana da Reabilitação Urbana" realizado no Porto, mas com grande parte da sua actividade desenvolvida virtualmente (o habitual sinal dos tempos, mas que também deu oportunidade a mais gente de assistir).


Algumas das apresentações focaram-se no optimismo da manutenção do sector e da continuação do investimento em diferentes frentes.

Em relevo fica a sensação de que, apesar de todo o conturbado plano económico que se tem apresentado nos últimos meses, o sector apresentou reduzidas quebras e que uma parte considerável dos investimentos permanecem e avançam, assim como o interesse por parte dos investidores.


O Porto mereceu mesmo destaque com sendo apresentado como um destino preferencial para os investidores, nomeadamente na área de negócios, mas também da área habitacional, com um crescimento exponencial das áreas em que se desenvolvem projectos em termos geográficos.


Alguns relatórios acabam por apresentar esse cenário, assim como números relacionados com a manutenção (com algumas quebras "esperadas") dos preços de venda.


No entanto, na mesma semana em que tínhamos contacto com esta informação, tanto empresas de notação financeira, como a Moody's, como a Comissão Europeia (e por arrasto as entidades de regulação financeira) lançaram fortes alertas para a provável queda dos mesmos valores que se apresentavam como "resistentes" e "resilientes", alertando as entidades bancárias para se prepararem para um 2021 com fortes problemas no crédito à habitação, o problema relacionado com o fim das moratórias e o eventual agudizar dos problemas económicos em Portugal, na Europa e por todo o globo, como consequência directa da pandemia e do seu "rasto de destruição".


A capacidade dos estados em apoiar a economia não é infindável e alterações no mercado de trabalho, no que se inclui o crescimento das insolvências e das falências, vão trazer alterações ao mercado. É natural que se assista ao inundar do mercado com um stock de habitações e de espaços comerciais, resultantes das situações referidas, e que também irá alterar os preços.

Sendo certo que as alterações da capacidade de endividamento e de concessão de crédito estão a ter uma alteração na mesma linha.

E mesmo que se afirme que desta forma se assiste a uma correcção no mercado, nomeadamente com um aumento da oferta de encontro à procura, estes dois factores (oferta/procura) não podem ser avaliados na perspectiva de 2019, nem a elasticidade aos preços será a mesma.


Também as alterações aos comportamentos das empresas no que se refere aos espaços de trabalho, as alterações das necessidades das famílias e dos seus hábitos laborais, podem influir a forma como todo o mercado. Pois se o teletrabalho (o WFH - Work From Home, na designação anglófona) for uma realidade que persista pós pandemia, também as necessidades de habitação se vão alterar. As gerações mais novas vão empreender um ainda maior fluxo de movimentos, porque se a solução é "WFH" também será "Work From Anywhere".

E as contratações deixam de estar prisioneiras da geografia, e passam para o globo.


Apesar de estarem aqui apresentados como factores "soltos" e questões quase independentes, muitas destas questões terão de ser colocadas em conjunto. E as avaliações e análises de investimento passam a necessitar contar com uma abordagem ainda mais estratégica, contemplando múltiplas variáveis e cenários.



Nesta perspectiva podem encontrar a análise, as respostas e respostas no âmbito de actuação da IMOBINTEL.


Continue a seguir as nossas publicações, enquanto mantemos uma atenção especial a esta evolução na Imobintel.

A Imobintel dispõe de um observatório permanente sobre tendências (politicas, económicas, sociais, tecnológicas, legais e ambientais) que possam ter impacto relevante no sector imobiliário. Somos focados na prospectiva e no planeamento estratégicos, que acreditamos ser a formula excelente de diagnóstico, análise e resolução dos problemas de gestão de empresas e de projectos de investimento.

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