E qual o propósito da habitação na pandemia e após?

Num momento em que continuamos a viver a pandemia e a segunda vaga se instala, e faz voltar muitos a um estado de confinamento mais ou menos forçado, o futuro deste sector e das suas apostas tem cada vez mais interrogações e questões, mesmo que sabendo que os investimentos, de uma ou outra forma, prosseguem (pelo menos nas maiores cidades).


Muito se tem falado, como também o fizemos aqui, da mudança dos hábitos e do que se procura numa nova habitação, desde que a pandemia Covid obrigou muitos a fazer um uso maior dos nossos espaços de residência.


O propósito da residência familiar ou individual vai ter uma mudança profunda?

As suas características e design vão alterar-se com esta evolução?

O propósito de quem investe deve também mudar ou adaptar-se?


Algumas formas de viver que têm ganho tracção nos últimos anos, nomeadamente devido a uma profunda crise de habitação que tem atravessado fronteiras (e que tem apresentado particularmente relevante em países com uma maior tradição no arrendamento, por exemplo) irão ser abandonadas?


Como todos sabemos a forma de trabalhar de muitos tem-se alterado com as transformações impostas por esta pandemia.

Cada vez mais se vê alterações e dúvidas no que se refere ao regresso a um escritório (para aqueles que trabalhavam nesses espaços) de forma permanente, ou pelo menos nos mesmos moldes que tínhamos até ao início do ano de 2020.


Por exemplo, em Portugal, quase 25% da força de trabalho total continuou as suas actividades remotamente.

Se lhe adicionarmos todos os outros que se mantiveram em actividade por todo o território, a paragem da força de trabalho foi muito mais reduzida do que nos possa parecer, e grande parte dessa actividades foi desenvolvida a partir das residências de todos nós.


O que quer dizer que uma grande parte da nossa actividade pode ser desenvolvida desta forma.


E aqueles espaços que estavam a ganhar dimensão em termos de interesse e de forma de habitar as cidades, como os co-living, vão deixar de ser relevantes?


Talvez não!


Se considerar-mos que a forma de viver das populações tem vindo a alterar-se nos anos recentes, nomeadamente com um volume crescente de pessoas a viver sozinhas (e de todas as idades), esta forma de habitação pode até demonstrar-se ainda mais relevante.


Se já era uma forma de combater o isolamento, enquanto que simultaneamente se transformou numa forma de ter a possibilidade de viver nas cidades com custos mais controlados através da partilha de recursos, agora os trabalhadores remotos, que continuam a viver isolados, podem ter garantidas formas de apoio e de ajuda em períodos de isolamento, como seja quando alguém está doente ou forçada a permanecer isolado.


Para além deste tipo de construção e investimento continuar a constituir uma boa forma de rentabilidade, irá permanecer uma forma de, para todos os interessados nestes espaços (dos trabalhadores remotos, aos seniores, estudantes ou outros que se mudam para uma nova cidade), constituir uma forma de entrada no mercado da habitação.


Isto com um conjunto de serviços de apoio para diversas situações, para além de uma oportunidade de quebrar as questões de isolamento que não sabemos quando vão terminar - espaços (condicionados e controlados) de vida comunitária e de socialização.


O mesmo se passa pela europa, mesmo em cidades com uma maior densidade populacional como Londres, tal como nos refere o site PropertyWire relativamente a esta temática.


Os investidores não devem, no que se refere a este tipo de espaço e de forma multifuncional de habitação, rejeitar este tipo de investimento em habitações multifuncionais e estilo de vida.


Continue a seguir as nossas publicações, enquanto mantemos uma atenção especial a esta evolução na Imobintel.

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