Build to Rent - o investimento estável e de longo prazo

Atualizado: Abr 5

Já abordamos este tema no nosso blog inserido em diferentes abordagens.

Mas com o evoluir da pandemia ele tem ganho dimensão e relevância, particularmente com o volume de investimento e de investidores que tem surgido no decorrer deste último ano. Uma tendência que tem vindo a ganhar expressão há algum tempo.


Mas o que motiva esta tendência num mercado em que os compradores têm (de alguma décadas a esta parte) perdido o interesse neste mercado do arrendamento (apesar de ser muito necessário) nomeadamente pelo motivo que já tínhamos apontado no nosso último post?

Nomeadamente o facto de, em termos comparativos neste momento, e apesar de todos os custos (IMI, seguros, condomínios, etc.), a aquisição acaba por ter um custo mensal abaixo do que é pedido na maior parte (se não a totalidade) das propostas de arrendamento.


Muitas vezes com propostas de arrendamento desajustadas da oferta e das condições de mercado.


O problema põe-se a um nível macroeconómico e ao facto de, dadas as circunstâncias em termos de mercados de capitais (alto risco) e as soluções mais habituais para os aforradores (depósitos a prazo, certificados, títulos do tesouro, etc.), apresentarem ou uma grande volatilidade ou uma rentabilidade muito baixa.

O chamado "preço do dinheiro" está a níveis praticamente nunca vistos, ou registados em alguns casos anómalos ligados a crises internas dos países (como foi o caso do Japão, mais recentemente).

Este valor de taxas de juro 0% e de níveis de inflação inexistente, só foram exacerbados com o surgimento da pandemia de Covid-19, e os seus efeitos globais.


Os países passaram a ter de apoiar a actividade económica de uma forma generalizada, pois praticamente com a excepção da China, todos passaram a déficits de crescimento.

Por estes motivos os bancos centrais de todo o mundo passaram a programas de empréstimo e de injecção de capitais que fizeram com que o dinheiro ficasse ainda mais "barato", chegando a haver cenários de taxas de juro e de financiamento negativas.

Mesmo alguns países (como foi já o caso de Portugal a venda de dívida pública já foi feita com taxas de juro negativas (ou seja tem havido quem tenha "pago" para emprestar o seu dinheiro).


Este cenário implica que quem tem capital não consegue rentabilidade excepto se apostar em mercados de risco, como sejam os mercados de capitais, (acções e títulos similares) ou em soluções alternativas como sendo os investimentos imobiliários.


Assim, muitos investidores começaram a voltar-se para estes mercados em que a rentabilidade pode ser a médio-longo prazo, mas as probabilidades e os cenários acabam por ser mais benéficos e as "yields" (termo dos mercados para a rentabilidade gerada por um investimento) são maiores.

Com mercados de construção de luxo ou para venda mais saturados, e com oportunidades de mais longo prazo em cenários como o arrendamento para diversos segmentos, e no que diz respeito à rentabilidade, a aposta começos a centrar-se em projectos como o "Build to Rent" (construir para arrendar).


Em Portugal é algo que não se vê à basta